
Saudade mata?
[2]Saudade mata? Mata. Mata a alegria da vida. Mas não mata completamente pois não existe completa alegria. É tudo relativo. O que sobra da morte pela saudade é o fio de vida de quem se orgulha de quem se sente a falta.
Saudade mata? Mata. Mata a alegria da vida. Mas não mata completamente pois não existe completa alegria. É tudo relativo. O que sobra da morte pela saudade é o fio de vida de quem se orgulha de quem se sente a falta.
Detido numa blitz não passou no teste do bafômetro. Retiveram o carro. Mas pelo menos continua casado
Tenho escrito sobre a inflação e o que ela causa sobre às aplicações financeiras. Volto hoje, como de costume, a falar sobre esse monstro chamado inflação e o seu triunfo, abalando a remuneração de todas as aplicações financeiras no mês de junho. Não precisaria eu apoiar-me em um único mês do calendário para julgar o que faz essa tentação, a inflação, que numa penada põe abaixo todas as aplicações financeiras.
As recentes manifestações dos ministros Tarso Genro e Paulo Vannuchi quanto à ação do aparelho policial no quadro de crescente violência brasileira reforçam um dos aspectos dominantes do avanço da democracia profunda no Brasil. Ou seja, o respeito aos direitos humanos, vindo de par com a maior interdependência e autonomia dos poderes da União. O ponto crucial deriva da convocação das Forças Armadas para garantir a ordem social interna numa inevitável zona gris, frente ao papel das polícias. No seu amplo descortino, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, por outro lado, reconhece o quanto o deslinde final dependerá de uma reforma da Carta.
RIO DE JANEIRO - Que foi um espetáculo, foi. A prisão de um banqueiro, de um megainvestidor, de um ex-prefeito da maior cidade do Brasil, além de quase duas dezenas de peixes menores, não constitui uma surpresa em si, mas a confirmação dos cupins que devoram a estrutura de nossa vida pública: a corrupção.
Tudo isso que Ruth realçou tem a ver com o enraizamento das práticas que dão vida e substância à democracia
O Banco Mundial anunciou que mais de 100 milhões de pessoas passam fome em todo o mundo. Ao todo, a fome atinge 854 milhões de pessoas no mundo. Essa estatística foi dada a público pelos tecnocratas de Washington, alarmando ainda mais o mundo, já suficientemente apavorado com sucessivas crises, que estão abalando a civilização e criando problemas para os quais faltam técnicos e soluções viáveis para encará-los em tempo hábil.
A COMEÇAR pelos fenícios, as potências mundiais sempre foram potências navais. Com o fim da Idade Média, Portugal, Espanha, Holanda, França e Inglaterra dominaram os mares. Portugal foi ultrapassado no final do século 16 pela Holanda, que chegou com seus navios leves e velozes. Os ingleses, com a novidade das fragatas com duas fileiras de canhões, levaram de roldão portugueses, espanhóis e holandeses, e nasceu o formidável Império Britânico. Hoje, 90% do comércio mundial circula pelos mares. Os Estados Unidos distribuíram suas frotas em todos os pontos estratégicos dos oceanos. A Segunda e a Terceira Frotas são responsáveis pela defesa dos interesses americanos nos oceanos Atlântico e Pacífico, respectivamente. A Quinta Frota, que cobre o golfo Pérsico, o mar Vermelho e o mar Arábico, acompanha as tensões do Oriente Médio e já chegou a contar com nada menos do que cinco porta-aviões americanos, em 2003. A Sexta Frota é baseada no Mediterrâneo, e a Sétima, no Japão. A Primeira Frota foi desativada em 1973. E agora os EUA querem reativar a Quarta Frota, que ficará responsável pelo Atlântico Sul. A China, que sempre foi uma potência terrestre, tornou-se hoje uma potência naval. Uma de suas tarefas é proteger suas rotas de comércio, especialmente as do petróleo e de seu fluxo gigantesco de exportação. Patrulha permanentemente os 800 quilômetros do estreito de Malaca, hoje infestado de piratas modernos. O aspecto econômico-comercial certamente também pesou na decisão americana de reativar a Quarta Frota no Atlântico Sul, com a perspectiva de que a região se torne um dos grandes centros produtores de petróleo, devido às recentes descobertas de jazidas. Em 1986, o meu governo propôs à ONU a criação de uma Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul. Esta proposta, aprovada pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 27 de outubro daquele ano, por meio da Resolução n.º 41/11, torna o Atlântico Sul uma zona de paz, livre de armas nucleares. Esta resolução do Brasil teve 124 votos a favor e um único voto contra, o dos Estados Unidos. Nossa preocupação continua válida. Sou um pacifista e hoje, como ontem, sei que ninguém impedirá navios americanos de navegar em todos os mares internacionais, mas não posso concordar que transitem por aqui com armas nucleares. E todos eles as têm. Essa deve, objetivamente, ser a posição do Brasil: ver cumprida a resolução aprovada pela ONU em 1986. Necessitamos desta clara garantia. No mais, eles não precisam de Quarta. Já têm a Quinta, a Sexta e até o Sábado de Aleluia.
Quando nos aproximamos das homenagens que serão prestadas à memória Machado de Assis, pelo centenário de morte, convém recordar um fato que vai lentamente caindo no esquecimento. No dia 21 de abril de 1998, presente um grande número de acadêmicos, a ABL reparou uma inacreditável injustiça ou mesmo um triste ato de discriminação.
Pelo saneamento dos costumes políticos, pela Pátria e por Deus, senhor presidente, declaro que...
Ao ler a notícia de que os bancos vão limitar os créditos, o leitor comum não sabe que um banco não faz outra coisa se não limitar créditos. Tem muita ilusão o cliente de banco ao supor que o banqueiro vai abrir a carteira de crédito para todos os candidatos que desejem fazer empréstimos, sem limites, quando a regra bancária é ter sempre limites para os empréstimos.
Este ano sísmico de 2008 surpreende por acontecimentos absolutamente imprevisíveis, dentro das lógicas de poder delineadas pelas hegemonias políticas, após a amplitude do domínio da superpotência, a civilização do medo e a absoluta remoção de uma cultura da paz como alimentada, ainda, na virada do século. O governo Bush seria a conclusão inapelável deste controle bélico global na assunção de todos os riscos calculados para fazê-lo prevalecer, através, inclusive, da guerra preemptiva.
RIO DE JANEIRO - Perdoem a insistência: mas na recente embrulhada policial-jurídica, envolvendo duas importantes instituições do Estado (Executivo e Judiciário), o que mais me espantou foi a certeza de Daniel Dantas ao se declarar "tranqüilo" quanto ao Supremo Tribunal Federal, do qual nada temeria.
Participei, certa vez, num evento sobre saúde pública realizado nos Estados Unidos, em que várias pesquisas foram apresentadas. Uma delas tinha como tema a dieta láctea no tratamento da hipertensão arterial. Chamava a atenção a insistência do palestrante sobre os benefícios da referida dieta. Terminada a apresentação, ouvi um dos médicos comentar com outro que a veemência era compreensível: o conferencista tinha sido financiado pela poderosa indústria americana do leite. Hoje, isto não seria uma revelação inesperada: os autores de trabalhos na área médica devem declarar prováveis interesses envolvidos em seu trabalho. O que nos remete a um assunto correlato, mas igualmente discutido: a relação entre indústria farmacêutica e médicos.
De vez em quando, não posso negar, me divirto bastante vendo na televisão cenas de conflitos entre europeus e, por exemplo, africanos, na França ou na Inglaterra. Africanos muitos dos quais têm uma hipócrita cidadania no país que ora os hostiliza e em cujo povo infundem quase terror. Dirão vocês que não há nada de divertido em testemunhar mais um exemplo da estupidez e do atraso humanos e, claro, sou obrigado a concordar. Mas é que desenvolvi um ângulo especial para enxergar essas coisas e fico curtindo o que chamo de revertério da colonização.
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