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Artigos

  • A espantosa cegueira de Obama

    O discurso de Obama, frente à coluna de Berlim, encontrou ratificação estrondosa para a possível convivência entre os ricos do mundo. Kennedy já tinha enntendido que o palco efetivo do encontro das duas pontas do Ocidente era o cenário da queda do Muro, pedra por pedra, entre as duas visões do futuro contemporâneo. Os arremedos quase grotescos de McCain, entre salsichões, em cervejaria perdida no interior americano, só dizem da escala em que a fala do rival é a outra voz de fundo da cultura americana, saída do cabo de guerra demo-republicano.

  • Depressão na aurora da vida

    Para quem vive no Brasil, a criança triste está longe de ser um personagem desconhecido. É aquele menino ou aquela menina que vemos vagando pelas ruas ou pedindo esmola nos cruzamentos, a criança que não sorri porque não tem do que sorrir. É a tristeza que resulta da pobreza e que, mesmo não aceitando (e não deveríamos mesmo aceitar), podemos compreender.

  • Não estou preparado

    Sou do tempo em que (aliás, sou do tempo de qualquer coisa antiga em que vocês pensem aí, venho descobrindo isso cada vez mais rápido) gordura e barriga eram vistas de maneira muito diversa da de hoje. O gordo era forte e, se bem que as tetéias (ou peixões, ou uvas, ou sereias ou tantas outras gírias que já designaram as boazudas) não fossem gordas, magrinhas como as que hoje estão na moda não fariam muito sucesso. Mulher tinha de ter carne e, preferivelmente, seguir o modelo violão.

  • Ser ou estar ministro

    RIO DE JANEIRO - Quando convidado para ministro da Cultura, ainda no primeiro governo de Lula, o cantor e compositor Gilberto Gil levantou a premissa: não podia aceitar um cargo que conflitaria com sua vida profissional, que exigiria deslocamentos não compatíveis com uma função que deveria ser exercida em regime de tempo integral.

  • A razão do sucesso

    RIO DE JANEIRO – São coisas que acontecem com qualquer um, até mesmo comigo. Bem verdade que nunca cheguei a tanto. As surpresas que desabaram sobre mim foram poucas e pífias. Mas tenho um amigo que pode perfeitamente ocupar o pódio do incrível, fantástico e maravilhoso.

  • Democracia irrestrita e corrupção perfeita

    Os escândalos levantados pela Operação Satiagraha já têm um saldo definitivo, qual o do teste de uma nova maturidade da democracia brasileira. Esta só avança quando de fato chega-se à barra de contradições institucionais, e esta se resolvem por um passo à frente, até mesmo no desconhecido, e a bem da confiança em novos controles, sempre dentro da Carta Magna. Estamos, de vez, numa sociedade em mudança a que responde a crença na sustentabilidade do desenvolvimento, de par com o avanço do efetivo pluralismo das liberdades e da dignidade da pessoa. Estes valores são postos à prova pela nova desenvoltura da polícia, acostumada, de sempre, a se deter na ante-sala dos poderosos. Mas todo progresso paga o preço dos seus exageros, necessariamente corrigíveis.

  • Perguntas não-inocentes

    Autoridades aqui do Rio, preocupadas com a devassidão provocada por travestis e prostitutas, sobretudo na orla, e decididas a transformar a cidade num mosteiro de absoluta castidade, pretendem fotografar a placa dos carros daqueles que se abastecem de sexo com a mais antiga das profissões.

  • Classe média numa boa

    Entre as notícias de crise no mundo inteiro, com os Estados Unidos comandando os receios de recessão, o Ipea e a Fundação Getulio Vargas trazem as boas notícias de que a classe média já é maioria na população brasileira, chegando a 51,89% das pessoas, e que 3 milhões de brasileiros deixaram a faixa da pobreza absoluta. É uma importante etapa vencida e uma grande mudança, causada pela queda do desemprego, pelo aumento do número de trabalhadores com carteira assinada, pela melhoria do salário mínimo e pelos grandes programas sociais.

  • Menos uma dor de cabeça para Lula

    De olho em recursos de 8 bilhões de reais, pertencentes ao Sistema S, especialmente Senac e Senai, o Ministro da Educação sonhou em se apropriar dessa verba anual para ampliar as vagas gratuitas de educação profissional. O motivo era nobre, mas para que ele se viabilizasse necessário seria produzir uma lei congressual, coisa para dois anos de idas e vindas, com todos os riscos de enxertos indesejáveis. Seria uma situação de desconforto para o Governo Lula.