
O perigo da minoria
O cientista político Carlos Pereira, da Fundação Getúlio Vargas do Rio fez um estudo sobre as condições de governabilidade dos principais candidatos a presidente, publicado no site jurídico Jota.
O cientista político Carlos Pereira, da Fundação Getúlio Vargas do Rio fez um estudo sobre as condições de governabilidade dos principais candidatos a presidente, publicado no site jurídico Jota.
Dois cientistas políticos da Escola Brasileira Administração Pública e de Empresas (EBAPE), da Fundação Getúlio Vargas do Rio (FGV), Octavio Amorim Neto e Carlos Pereira, fizeram estudos separadamente sobre temas semelhantes que poderiam ser resumidos na pergunta: qual a capacidade de os candidatos à presidência da República construir coalizões políticas estáveis?
Não é simples assim, o fenômeno exige um raciocínio mais sofisticado, mas está tudo tão confuso que se pode dizer: se fosse hoje, o Brasil estaria elegendo não quem ama, e sim quem rejeita.
A mais nova polêmica provocada pelo vice de Bolsonaro, General Mourão, mostra como são pedregosos os caminhos da política, especialmente em tempos de campanha presidencial.
O que se viu ontem no Supremo Tribunal Federal (STF) foi mais uma manobra de partidos políticos, desta vez PT e PCdoB da coligação de Fernando Haddad, e o PSB, tentando transmitir a impressão de que o pleito de 7 de outubro pode estar viciado devido à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de cancelar de 3,3 milhões títulos de eleitores que não fizeram o cadastramento biométrico obrigatório.
A perplexidade que toma conta dos eleitores que não querem nem Bolsonaro nem Haddad pode produzir conseqüências no resultado final da eleição.
Não só entre nós, mas em vários outros países, a democracia está sob ameaça.
Parece consolidada a polarização entre Bolsonaro e o PT e, com a diferença sendo tirada rapidamente por Haddad, cresce a possibilidade de eleitores do campo do centro-direita migrarem já no primeiro turno para Bolsonaro, preocupados com a possibilidade de o “poste” de Lula chegar em vantagem ao segundo turno.
Experimentos nos Estados Unidos procuram encontrar uma maneira de fazer com que o voto de cada cidadão represente realmente sua escolha, procurando mitigar a influência do dinheiro ou de promessas populistas na definição de seu representante.
Com uma eleição polarizada como nunca se aproximando, este é um bom momento para se discutir as maneiras de votar, ainda mais que o voto útil transformou-se em instrumento de cidadania para evitar “o mal maior”.
Lançada na Suécia por um ambientalista, que reuniu um grupo no Facebook, essa moda recebeu o nome de “plogging”, que mistura a palavra sueca “plocka” (recolher) e a inglesa “jogging” (correr) para definir a prática de caminhar ou correr coletando numa bolsa ou sacola o lixo que encontra pelo caminho: guimba de cigarro, garrafas plásticas, o que puder carregar.
O resultado da pesquisa do DataFolha parece ter reaberto a possibilidade de surgir uma terceira via pelo centro contra os extremos. Ciro Gomes busca esse caminho de volta às suas origens, depois de ter flertado com a esquerda nos últimos anos.
O país ficou congelado no tempo, como os personagens da novela, e, a exemplo deles, os políticos mantêm-se com os mesmos hábitos.
A edição da poesia escolhida de Vera Duarte Pina não podia ser mais tempestiva. Primeiro porque recolhe, na forma de arquipélago, as partes dispersas das ilhas de Cabo Verde, apontando para um sentido de unidade, um rosto, com o desenho de suas próprias mãos.
No dia 23 de abril de 1923, o Rio de Janeiro viu nascer o seu filho ilustre, Helio Jaguaribe de Mattos, conhecido apenas como Helio Jaguaribe.