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Artigos

  • Verissimo humanista

    Luiz Fernando Verissimo, filho do também escritor Erico Verissimo, é um dos maiores vendedores de livros do Brasil. Das suas mais de 50 obras publicadas, registra-se a venda de 5 milhões de unidades, com absoluta primazia para o seu “O analista de Bagé”, que passou de 100 edições. É um raro fenômeno literário, num país que ainda lê pouco.

  • As vantagens do planejamento

    Uma longa prática nos ensina que o bom planejamento não deve passar de cinco anos.  Em geral, os planos decenais sugeridos pelo governo central, com raríssimas exceções, acabam fazendo água no meio do caminho.  Há fatores imponderáveis que se interpõem, no processo, frustrando expectativas.

  • O amado rei do livro

    Teremos um ano bastante rico em matéria de cultura. Haverá, em 2012, a comemoração de dois significativos centenários: o do Barão do Rio Branco e o de Jorge Amado, ambos pertencentes à galeria de imortais da Academia Brasileira de Letras. O escritor baiano, pela grande aceitação popular de seus livros, ultrapassou as fronteiras da literatura, tornando-se um dos autores brasileiros que mais tiveram a obra vertida para a televisão e o cinema.

  • Lembrança da ditadura

    Tornou-se acesa a discussão em torno da implantação de um currículo único nas escolas de educação básica de todo o País. Os argumentos são os mais variados, entre eles o de que assim não se prejudicará a criança ou o jovem que necessitar transferência de um estado para outro.

  • As luzes de uma educadora

    Aprendi com o velho mestre Luís Caetano de Oliveira, que era um sábio, uma lição para mim inesquecível: as estrelas morrem, mas a sua luz continua a chegar até nós por muitos e muitos anos . Certamente é o que ocorrerá com a exemplar educadora que foi Edília Coelho Garcia. Ela nos deixou aos 91 anos de idade, mas suas admiráveis lições continuarão a iluminar os caminhos de muitas gerações de professores e especialistas brasileiros.

  • Uma agressão à diversidade cultural

    De vez em quando, talvez na falta do que fazer, alguém inventa algo totalmente fora de propósito. No caso da educação brasileira, quase tudo o que poderia ser teorizado consta de belíssimos e bolorentos relatórios. Isso não é coisa nova, pois até no Império buscava-se copiar o que vinha de fora, como uma típica e desnecessária manifestação de transplantação de cultura.

  • A eternidade do livro impresso

    A discussão sobre a sobrevivência do livro impresso está muito acesa. Em parte, é reflexo do que acontece nos países mais desenvolvidos, onde há uma oferta progressiva de ebooks. Aqui entre nós, por enquanto, o crescimento é lento. Em todo o comércio eletrônico nacional, não há mais de 7 mil títulos disponíveis. Para se ter ideia da discrepância dos números, só a Amazon conta hoje com cerca de 950 mil títulos.

  • Inclusão digital insustentável

    Chegamos a meio século de existência da  Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em suas várias versões, a partir de 1961.  Não se pode afirmar que a LDB tenha trazido boas soluções para os grandes problemas nacionais. A rigor, as Leis 4.024/61, 5692/71 e 9394/96 (em vigor) constituíram-se em belas colchas de retalhos.  Talvez suas piores consequências tenham sido a frágil e tardia assistência à educação infantil e a bigconfusão em torno do ensino médio, que cria embaraços à inclusão digital pretendida em nossos dias.  De jeito que está ela parece insustentável.

  • Pedagonet: a ciência do futuro

    Estamos vivendo um período de grandes perplexidades e, aparentemente, muitas contradições. Por um lado, alguns intelectuais mais apressados anunciaram o fim dos livros, jornais e revistas impressos em papel. Comemoram, com isso, a sobrevivência de milhões de árvores que deixariam de ser abatidas. Por outro lado, foi divulgada a notícia de que, no Brasil, nos dois últimos anos, a venda de jornais cresceu significativamente, em parte devido à ampliação dos limites da nossa classe média, em virtude do sucesso das políticas econômicas do governo. E um dado formidável: os jovens estão lendo mais, não se contentando apenas com as notícias colhidas na internet.

  • Tradição e Liberdade

    Para o filósofo Martin Buber, “a tradição é a mais nobre das liberdades.”  O povo judeu cultiva de modo enfático a sua memória, que desde os tempos bíblicos, é  transmitida de geração em geração por intermédio da tradição oral inscrita em diversas coleções reunidas sob o nome de Midrash.

  • Queremos um aluno feliz

    Primeiro que tudo, é preciso que todos estejam na escola.  Hoje, a população brasileira de 4 a 17 anos tem 3,8 milhões de crianças e  jovens fora da escola, o que é um número impressionante.  Quando parecia que a questão da quantidade estava resolvida, eis que surge a triste realidade.  Em segundo lugar, buscamos a escola ideal, ainda distante, que seria aquela em que os alunos seriam felizes, com praticamente todas as suas necessidades  básicas atendidas.

  • O exemplo do Chile

    Será sempre difícil estimular os jovens da classe média a escolher o magistério com salários que são reconhecidamente dos mais baixos do mundo. A estimativa é de que, nos próximos 5/6 anos, possamos triplicar os números atuais. E, ainda assim, estaremos abaixo de nações como as que foram batizadas de "tigres asiáticos".

  • Dois coelhos e uma só bengala

    Sérgio Pugliese  é um jornalista inspirado.  Há tempos ele escreve uma seção muito lida em O Globo, com o expressivo título “A pelada como ela é”.  Lá se misturam as histórias de grandes craques, que começaram  nos campinhos de várzea, com os eternos pernas de pau, que não passaram das primeiras peladas.  O único objeto imutável, nisso tudo,  é a bola, às vezes maltratada, mas sempre presente.  Sem ela, não há  jogo, seja de couro, como a maioria prefere, borracha como na infância ou até mesmo feita de sobras de meia.  O importante é que ela role no campo, fazendo a alegria dos atletas, com a emoção insuperável dos gols comemorados.

  • Tricolor de coração

    Sérgio Pugliese é um jornalista inspirado. Há tempos ele escreve uma seção muito lida em "O Globo", com o expressivo título "A pelada como ela é". Lá se misturam as histórias de grandes craques, que começaram nos campinhos de várzea, com os eternos pernas de pau, que não passaram das primeiras peladas. O único objeto imutável, nisso tudo, é a bola, às vezes maltratada, mas sempre presente. Sem ela, não há jogo, seja de couro, como a maioria prefere, borracha como na infância ou até mesmo feita de sobras de meia. O importante é que ela role no campo, fazendo a alegria dos atletas, com a emoção insuperável dos gols comemorados.

  • José Veríssimo e a educação nacional

    José Veríssimo, nascido em Óbidos (Pará), foi o fundador e primeiro ocupante da cadeira nº 18 da Academia Brasileira de Letras. Durante toda a sua vida, dedicou-se com fervor à causa da educação nacional, escrevendo preciosos artigos e livros, que merecem ser relembrados. Sua pena esteve presente em inúmeros artigos do Jornal do Brasil, quando foi criado o primeiro Ministério da Instrução Pública, Correios e Telégrafos, entregue a Benjamin Constant, que mereceu duras críticas de José Veríssimo, além de alguns elogios, como o pronunciado liberalismo da reforma então realizada.