A origem do sistema S, conjunto de entidades brasileiras, e suas escolas técnicas foi o ano de 1942, ainda no governo de Getúlio Vargas. As entidades criadas se obrigaram a cuidar do ensino básico e mais os rudimentos de saúde, cultura, esporte e lazer. Assim tivemos o prazer de contar com a colaboração de associações como o Senai, o Sesc, o Senac e o Sesi, que prestam serviços notáveis à educação brasileira.
Elas se valem de recursos de 2,5% das folhas de pagamento de empresas brasileiras e esse montante, que não é pequeno, é alvo da cobiça de vários setores da nossa sociedade. A cada momento surge uma iniciativa para avançar nesses recursos, o que parece um absurdo, pois a sua destinação está sendo corretamente aplicada, tanto que se estendeu a outros setores, como agricultura, transportes e cooperativas. Se o setor não estivesse sendo bem aplicado, é claro que não haveria essa extensão, que é um bom sinal.
No ano passado, o valor alcançado pelo sistema S foi de R$ 33 bilhões. Esses recursos são auditados pelo Tribunal de Contas da União. Há uma questão que vale frisar: em vez de valorizar o ensino técnico, tão necessário, para dar uma nova feição à escola média, há uma tendência de propor novos cursos superiores, onde o atendimento já é bastante confortável. É preciso corrigir esse aspecto do processo.
O sistema S é influenciado também pela crescente inteligência artificial. Segundo o especialista Yuval Harari, historiador israelense, o trabalho na era da IA vai exigir físico e coração. Segundo ele, o melhor caminho que devemos trilhar é incentivar as crianças a desenvolver habilidades intelectuais, físicas e sociais, o que ele chama de "habilidades do coração". Segundo ele, daqui a cinco anos, quando o seu filho sair da universidade, não haverá mais motivos para contratar programadores. As IAs mais avançadas serão bastante criativas. Em alguns anos serão melhores do que nós em contar histórias.
Sam Altman é o CEO da OpenAI. Tem 40 anos e sonha um dia ser substituído por um robô de inteligência artificial. Acha que isso poderá acontecer em breve. Robôs como o ChatGPT pensam como profissionais de diversas áreas. Podem resolver problemas complicados de matemática e montam programas sofisticados de computação. "Mas ainda estamos nos estágios iniciais dessa autêntica revolução", diz ele.
Tem mais de 50 milhões de usuários no Brasil e a tendência é fazer esse mercado ainda maior. Para isso abriu um escritório em São Paulo. Altman acha que a concorrência é saudável e deve ser estimulada.
Afirma que está trabalhando com centenas de médicos e afirma que o melhor médico do mundo é muito melhor do que o ChatGPT. "Mas se não há alternativa, se não é possível pagar por um médico, especialmente em regiões pobres, o uso da tecnologia é melhor do que nada."
Já o CEO da Cielo, Estanislau Bassols, que assumiu as funções em 2022, pensa que os programadores iniciantes têm funções bem mais avançadas do que antigamente. Na empresa brasileira, a tendência é redirecionar os funcionários para aquilo que é o "core business", ou seja, o negócio principal da empresa.