
A penúltima palavra
[2]Continuou a confusão entre os cidadãos comuns, que sempre ouviram dizer que o STF, a começar pelo nome, era o supremo poder republicano.
Continuou a confusão entre os cidadãos comuns, que sempre ouviram dizer que o STF, a começar pelo nome, era o supremo poder republicano.
A convite do ex-ministro Ernane Galvêas, fiz uma conferência sobre o ensino da matemática, no Conselho Técnico da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Lembrei os bons tempos em que me formei na ciência do raciocínio, na antiga e saudosa Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Hoje, quero dar voz aos amigos que fizeram, depois da conferência, comentários que me deram grande prazer.
À insatisfação e à desconfiança do carioca com seus governantes se junta o medo — medo de ser assaltado, medo de sair à rua, medo dos bandidos e medo até da PM.
Vivemos o tempo da quarta revolução industrial, e daí surge a utilização da inteligência artificial (IA) nesse processo. Estamos conhecendo a existência de máquinas que são capazes de pensar como os humanos. Sabemos que os dois hemisférios IA — o cristalino e o trevoso — em pleno emprego na Universidade de Stanford são capazes de determinar se um indivíduo é heterossexual ou gay, num infernal avanço do desenvolvimento científico e tecnológico.
Nas previsões eleitorais para 2018, torna-se cada vez mais nítida a opção Lula (PT). Para além de qualquer crítica moralista, evidencia-se o carisma do ex-presidente, identificado, cada vez mais, com a consciência da promoção do Brasil proletário. A se verificar a sua prisão, desenha-se, também, em protesto, a maciça votação em branco dos seus seguidores.
A crer nas pesquisas de opinião, os políticos mais cotados para vencer as eleições em 2018 mais se parecem a um repeteco do que inovação.
A melhor solução quando um cronista não tem assunto é escrever sobre a morte da bezerra. No entanto, se fosse seguir a regra, eu matava todas as bezerras do mundo. Felizmente tenho bezerras preferenciais. São duas fotos e dois fatos que frequentam minha necessidade de pelo menos matar duas delas.
População exasperada é a única explicação para o apoio suicida que ela vem exprimindo a uma possível intervenção militar.
Vejam a presteza com que Crivella vetou a ‘Queermuseu’, no Museu de Arte do Rio, e comparem com a demora em se manifestar sobre a guerra da Rocinha.
Espalhei os mimos: o preservativo na mesa de cabeceira, o casal de namorados num armário perto da cozinha, os óculos na escrivaninha.
Já não constitui mais surpresa o fato de que softwares podem superar os humanos em arranjos mentais.
Quando fomos apresentados a Duda Falcão, diretora da escola Eleva de Educação Básica, o mínimo que ela diz é que se trata, em Botafogo, da escola dos nossos sonhos. De fato, a visita é enriquecedora, pois na verdade é um maravilhoso reencontro. Naquelas instalações já funcionaram, com milhares de alunos, o Colégio Anglo Americano e a Sesat, instituição de ensino superior, com os seus cursos de Administração, Comércio Exterior e Informática. Tivemos o prazer de participar desses projetos pedagógicos.
O Teatro Municipal do Rio me conquistou na juventude. Parte da minha vida se divide em antes e depois de alguns concertos e óperas. Uma espécie de memória afetiva prende-me àquele território, na forma de protesto ou entusiasmo, recusa e adesão, jamais indiferente às suas temporadas. Estudava as partituras ao piano, depois de acabar com os discos de vinil de tanto ouvi-los.
Fernandinho Beira-Mar, Elias Maluco e Nem da Rocinha tinham sido transferidos para longe justamente porque constituíam ameaça à segurança pública.
Talvez seja o exercício do óbvio proclamar a necessidade do tempo integral nas escolas públicas brasileiras, mas é preciso repetir essa verdade até que ela se transforme numa realidade.
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