Como parte da programação do Quinta é Cultura, a ex-ministra da Saúde e pesquisadora da Fiocruz Nísia Trindade Lima abordará as questões centrais da pandemia na mesa-redonda “A Pandemia da Covid 19: marcador social dos desafios de nosso tempo”, com base em seu livro Ainda há tempo: a pandemia de Covid 19 e a transformação do futuro. Na obra, a autora aborda sua experiência de lidar com a emergência sanitária que marcou o século XXI, a partir de sua posição como presidente da Fiocruz.
A Acadêmica Rosiska Darcy se junta à mesa redonda, com mediação do Acadêmico Antonio Carlos Secchin na próxima quinta-feira, 13 de agosto, às 17h30. A entrada é franca e as inscrições podem ser feitas pelo link: https://www.even3.com.br/ainda-ha-tempo-a-pandemia-de-covid-19-e-a-transformacao-do-futuro-764403/
O evento também será transmitido pelo canal de Youtube da ABL: https://www.youtube.com/live/L4JUjAPrpD4?si=oDdvjdtcQzm8Aucb
Ao lidar com o negacionismo do governo federal à época da pandemia (2020-2022), Nísia defendeu as evidências científicas e a soberania do país no campo da ciência, tecnologia e inovação, produzindo no país, em Biomanguinhos-Fiocruz, a partir de acordo com a farmacêutica AstraZenica, uma das vacinas de maior impacto para salvar vidas em um contexto de grave crise sanitária e humanitária.
Nísia comentará também sobre as questões socioambientais da pandemia, com destaque para as desigualdades, e as possibilidades de construirmos um futuro com mais equidade e proteção à sociedade.
Sobre Nísia Trindade
Mestre em Ciência Política (1989) e Doutora em Sociologia (1997) pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ - atual IESP). Tem trajetória ancorada nas ciências sociais, com atuação acadêmica em pensamento social brasileiro, história das ideias em saúde pública, história do desenvolvimento no Brasil e história das ciências sociais em saúde, sendo autora de Um Sertão Chamado Brasil, livro derivado de sua premiada tese de doutorado.
É pesquisadora emérita da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e professora de Pósgraduação do Programa de História das Ciências e da Saúde.
É também professora colaboradora do Programa de Pós-graduação em Sociologia do IESP/UERJ e professora adjunta de sociologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Em maio de 2025, assumiu a titularidade da Cátedra Olavo Setubal de Estudos em Ciência, Educação, Cultura e Sociedade, no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP), juntamente com o artista e empreendedor social Alemberg Quindins e o filósofo Fernando José de Almeida. O programa temático adotado foi “Territórios: diversidades, desigualdades e aprendizados sociais”.
Foi cocoordenadora, ao lado de Ângela Alonso, do Grupo de Trabalho Pensamento Social no Brasil da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (ANPOCS). Na Fiocruz, exerceu os cargos de Diretora da Casa de Oswaldo Cruz (1998-2005), Editora Científica da Editora Fiocruz (2006-2011), Vice-Presidente de Ensino, Informação e Comunicação (2011-2016) e Presidente (2017-2022).
À frente da Fiocruz, liderou de forma decisiva as ações institucionais de enfrentamento à pandemia de COVID-19 no Brasil.
No plano institucional e internacional, exerceu a presidência do Conselho de Administração do Instituto de Biologia Molecular do Paraná, assumiu a copresidência da Rede Saúde para Todos, vinculada à United Nations Sustainable Development Solutions Network, integrou a copresidência do Grupo Diretor de Recuperação Econômica para o roteiro de pesquisa da ONU sobre recuperação da COVID-19, participou da Comissão The Lancet sobre COVID-19 e do conselho da Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias, tornou-se membro fundadora do Conselho Global sobre Desigualdades, HIV e Pandemias do UNAIDS, sócia titular do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), na categoria Ciências Sociais, e membro da Academia Mundial de Ciências para o Avanço da Ciência nos Países em Desenvolvimento (TWAS).
Ocupou o cargo de Ministra de Estado da Saúde de janeiro de 2023 a março de 2025, período em que liderou o processo de reconstrução institucional do Sistema Único de Saúde no pós-pandemia, além de reposicionar o Brasil no cenário internacional da saúde.
03/08/2026