Qual é o valor de um jornalista e escritor que se insurge contra o autoritarismo no primeiro momento de um golpe de Estado? O valor de Carlos Heitor Cony, afirma Miriam Leitão, que fará a leitura de trechos de “O ato e o fato”, de Cony, - o livro que fez história, no Clube de Leitura da ABL no dia 17, às 16 horas. A coordenação é do Acadêmico Arno Wehling.
A Academia Brasileira de Letras lembra o jornalista nos 100 anos de seu nascimento. Em sua coluna no Correio da Manhã, Cony era uma voz quase solitária na imprensa brasileira naquele abril de 1964.
As inscrições estão abertas no site e podem ser feitas no link: https://www.even3.com.br/clubedeleitura-745306/
O livro reúne as primeiras crônicas de Cony contra a ditadura militar, e foi um marco pela sua importância histórica, pois ele foi o primeiro jornalista a se posicionar contra a ditadura.
Míriam afirma que discutirá a crônica que dá nome ao livro, “O ato e o fato”, sobre o Ato Institucional número 1, que ela define como o “começo da barbárie”.
“Ninguém estava falando não ainda. As pessoas acham que em 1966 iam fazer uma eleição e que ia acabar a ditadura. E ele percebeu que aquele era o começo de uma grande tragédia. É emocionante ler esses textos agora porque ele estaria fazendo cem anos neste ano. A gente faz essa memória de um homem que, na hora certa, fez o movimento certo”, destacou. O próximo clube de leitura da ABL será no dia 5 de agosto. A Acadêmica Ana Maria Machado falará sobre o seu livro de contos “Vestígios”.
O Clube de Leitura
Sob coordenação do Acadêmico Arno Wehling, Diretor das Bibliotecas da Academia Brasileira de Letras, o Clube de Leitura da BRG (Biblioteca Rodolfo Garcia) é uma proposta com o objetivo de promover o diálogo entre leitores e Acadêmicos convidados em encontros que ocorrerão na ABL.
A cada encontro um Acadêmico participa de um círculo de leitura para discutir o trecho da obra de um autor de sua escolha. O projeto incentiva a leitura e a formação de novos leitores e amplia o diálogo entre leitores e escritores.
09/06/2026