“Envelhecer é, sem dúvida, uma conquista civilizatória. O Brasil é um dos países que mais rapidamente envelheceu nos últimos 40 anos e temos várias razões para isso. O que significa hoje envelhecer, de modo geral?”. A reflexão é da médica pneumologista e membro da Academia Nacional de Medicina, Margareth Dalcolmo, e também um dos temas da mesa-redonda “Envelhecer”, nº 126 da Revista Brasileira.
A Acadêmica e editora da Revista Brasileira, Rosiska Darcy, se junta a Dalcolmo para um debate na próxima quinta-feira, 6 de agosto, às 17h30, na ABL. A entrada é franca e as inscrições podem ser feitas pelo link: https://www.even3.com.br/mesa-redonda-envelhecer-765504/
O evento também será transmitido pelo canal de Youtubeda ABL: https://www.youtube.com/live/nOhLY25pItw?si=RZ9R5j-Z3TQAUkDk
‘Envelhecer’ está ocupando as nossas preocupações no momento. Tem muita gente assustada porque há cada vez mais idosos. Um mundo, portanto, novo. Um mundo que tem que se perguntar como ele será em relação aos desejos e às necessidades, às expectativas de pessoas mais velhas ocupando majoritariamente uma sociedade. Isso é uma novidade, nunca aconteceu antes”, afirma Rosiska, que acrescenta ser evidente que a longevidade é uma conquista para os idosos, porém é fundamental que eles decidam como querem viver, ter autoria das suas vidas.
Para Margareth, envelhecer não significa necessariamente uma decrepitude ou a perda das condições de autonomia. Mas ao contrário, implica em que é preciso assegurar, nesse momento, uma condição de vida adequada para uma população que já representa mais pessoas com 60 anos ou mais do que com menos de 15.
Sobre Margareth Dalcolmo
Médica pneumologista, membro da Academia Nacional de Medicina, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Recebeu a Légion D’Honneur em 2024, a mais alta condecoração do governo francês, por sua contribuição na pesquisa sobre o tratamento da tuberculose e de outras doenças respiratórias. Foi uma das portas vozes mais destacadas do Brasil durante a pandemia de COVID-19. É consultora da Organização Mundial de Saúde, e professora da pós-graduação na PUC-Rio.
31/07/2026