A poesia de Dante Milano e a longa vida do poeta serão alguns dos temas explorados pelo escritor, pesquisador e pintor Virgilio Costa na segunda conferência do ciclo Cadeira 41, que tem coordenação da Acadêmica Ana Maria Machado. O evento será realizado na terça-feira, 11 de agosto, às 16h. A entrada é franca e as inscrições podem ser feitas pelo link: https://www.even3.com.br/dante-milano-o-exilado-em-si-mesmo-764198/
Para Virgilio, Dante sempre chamou a atenção pela sua fidelidade e dedicação à poesia e a tudo que o cercava. “Dante é autor do verso Tudo é exílio, tão significativo. Sua maneira de ser, seus amigos, seus interesses. Em tudo, a grande fidelidade à literatura e à mais pura poesia, e apenas a ela. Como diziam os gregos antigos: "Nada em excesso", resumiu.
Na sequência, às 17h30, o tradutor e professor, membro da Academia Alemã de Língua Paulo Soethe fará a palestra "Entre as raças: o romance brasileiro de Heinrich Mann”. A coordenação é do Acadêmico Godofredo de Oliveira Neto.
Já na próxima conferência do ciclo “Cadeira 41”, no dia 18 de agosto, o Acadêmico e filólogo Ricardo Cavaliere falará sobre Manuel Said Ali, considerado por muitos como o maior sintaxista da língua portuguesa.
Sobre Dante Milano
Dante Milano nasceu em 1899, no Rio de Janeiro. Impedido de cursar o ginásio, tornou-se autodidata e aprendeu inglês, francês e italiano. Foi ajudante de revisor na redação do Jornal da Manhã e, aos 17 anos, revisor na Gazeta de Notícias. Ainda na adolescência, começou a escrever seus primeiros poemas. Na década de 1920, conheceu muitos intelectuais e artistas ligados ao modernismo como o poeta Manuel Bandeira e o músico Jayme Ovalle.
Organizou uma antologia de poetas modernos, publicada em 1935, e traduziu algumas odes do poeta latino Horácio e cantos da Divina Comédia, do poeta italiano Dante Alighieri.
Apenas em 1948, com quase 50 anos, Dante Milano publicou o volume Poesias, reunindo sua obra até então. Funcionário público aposentado desde 1964, Dante mudou-se para Petrópolis em 1985. Três anos depois, recebeu o prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras pelo conjunto da obra.
Sobre Virgilio Costa
Virgilio Costa é escritor e pintor. Pesquisador (História) da Casa de Rui Barbosa, é PhD em Artes e Humanidades (Universidade de Nova Iorque, 1995) e Mestre em Artes Visuais (NYU, 1985). Morou 10 anos em Nova Iorque, onde frequentou as oficinas de poesia de Joseph Bródsky (Nobel de Literatura), Galway Kinnell (Pulitzer de poesia) e Richard Harrison (sobre Elizabeth Bishop).
Publicou os livros: O Desterrado (poesia, mapa.lab, 2025), Os Antigos Parapeitos (poesia, mapa.lab, 2025), A Roseira e o Mato (poesia, Artenova, 1976), Poesia e Prosa de Dante Milano (organização e introdução, Civilização Brasileira/UERJ, 1979), Traduções de Baudelaire e Mallarmé por Dante Milano (organização e introdução, Boca da Noite, 1988), Poesia Completa de Odylo Costa, filho (organização, Aeroplano/Biblioteca Nacional, 2010), A Faca e o Rio e Outras Histórias de Odylo Costa, filho (organização, Academia Brasileira de Letras, 2014) e Melhores Crônicas de Odylo Costa, filho (seleção e introdução, Global, 2015).
Publicou também Joaquim Nabuco (biografia, Editora Três, 1974), Mangue: Os Horizontes do Modernismo (história, Casa de Rui Barbosa, 1999), Apresentação de Afonso Arinos (biografia, Senado Federal, Coleção História, Vol. 124, 2009) e Teatro Completo de Francisco Pereira da Silva (organização e introdução, Funarte, 2009). Realizou diversas exposições individuais de pintura e desenho no Brasil e no Exterior Nova Iorque, Roma, Lisboa). Foi aprendiz do pintor Sandro Chia, em Nova Iorque e diretor de arte do filme A Faca e o Rio, do diretor holandês Georges Sluizer (filmado no Maranhão, Piauí, Pará e Amazonas.
30/07/2026